Sambo só...
Quando os meus dedos não puderem mais tocar
Nem sustentar o violão
Quando o meu samba já não for canção
Quando o meu nome não mais se chamar João
Vou empunhar meu estandarte
Vou sair pelas ruas
Vou viver de arte...
Quando o meu chapéu de palha acender em brasa
O brasão da minha escola de samba
Quando malandro só for sinônimo de bamba
Quando a velha guarda já não precisar guardar mais nada nem mágoas
Pois todo barco que atraca sem demora volta às águas
(afundar faz parte)
navegar é preciso
vou viver de arte
nem todo olhar é labirinto
vou viver de arte
quando pra sorrir não precisar de absinto
vou viver de arte
quando a última corda desafinar
vou desentoar de arte
quando num último sono eu deitar
aí mesmo vou viver de arte
João Simas...
Isso era pra ser a letra de uma música


Leia este blog no seu celular