luto na lata


17/09/2005


Sambo só...

 

 

Quando os meus dedos não puderem mais tocar

Nem sustentar o violão

Quando o meu samba já não for canção

Quando o meu nome não mais se chamar João

Vou empunhar meu estandarte

Vou sair pelas ruas

Vou viver de arte...

 

Quando o meu chapéu de palha acender em brasa

O brasão da minha escola de samba

Quando malandro só for sinônimo de bamba

Quando a velha guarda já não precisar guardar mais nada nem mágoas

Pois todo barco que atraca sem demora volta às águas

(afundar faz parte)

navegar é preciso

vou viver de arte

 

nem todo olhar é labirinto

vou viver  de arte

quando pra sorrir não precisar de absinto

vou viver de arte

quando a última corda desafinar

vou desentoar de arte

quando num último sono eu deitar

 aí mesmo vou viver de arte

                                               João Simas...

 

 

Isso era pra ser a letra de uma música

Escrito por João Simas às 18h49
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16/09/2005


I

 

Ouvi o coração palpitar

Ouvi o coração tilintar

Ouvi o coração reclamar

Ouvi o coração sussurrar

Ouvi o coração soluçar

Ouvi o coração parar...

 

II

Rasguei o peito, o papel de seda e as últimas palavras de mim

Usei as engrenagens das virgens,

Me senti num estupro...

Acendi velas,

Fui santo sem sexo...

 

III

(...)um dia o couro comeu, bom pra ele que ao menos comeu alguma coisa

eu ainda continuo com fome.(...)

 

                                                           João Simas

Escrito por João Simas às 13h31
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Já não sei se olho os livros cometerem suicídio

Ou se tento me afastar desse olhar

Olho tépido onde me sinto num soneto de um louco qualquer

Que escreve  com qualquer coisa sobre louca coisa qualquer, louca!

 

Que se me afigure algures qualquer lugar de lado em lado

Sentir o corpo quente se resfriar em montes, em tantos tatos...

 

Na falta do toque

Um sorriso...

Na falta de um brilho

Um sentido...

Na falta de horas

Relógios de brinquedo...

Enquanto não clarear ainda é noite

E nada nos é proibido

Salvaguardado, quem sabe o libido de teus olhos úmidos

 

Amanheceu, dois corpos e duas almas tomaram o coletivo

Sem precisar sair de qualquer lugar

Pois o caminho é um só a pé

 

É noite,é hora de sair e esperar uma avenida cruzar por ti

Aquilo que não é sacro nem profano

Somente espaços daquilo que nos enrolamos santos...

                                                                                  (João Simas)

Escrito por João Simas às 13h30
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Enquanto eu  não morrer eu vivo...

                                      João Simas

Escrito por João Simas às 11h55
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15/09/2005


Acordei com fome

Não tinha nada pra comer

Só um copo de flores e um resto de homem...

                                                            Jéssica Simas

Escrito por João Simas às 08h44
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14/09/2005


Carne fresca é carne fraca

Sangue mesmo é o de barata

Não deu outra...

Enchi a cara denovo

Droga!!!

quebrei a ponta do lápis...

                                Jéssica Simas

Escrito por João Simas às 13h32
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“Sou do tempo que roqueiro usava a calça mais apertada que cantor sertanejo”

                                                                                                                         João Simas

Escrito por João Simas às 01h00
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Venham todos, venham!

Quem quer beijar o belo?

De antemão aviso,

É tão frio quanto banco de ferro em dias de inverno...

                                                                      João Simas

Escrito por João Simas às 00h51
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Carrego cruzes como quem carrega luzes de outros sabores

Fraquejo ao som da primeira toada

Fico esmo no mesmo “vinte e quatro hora”de sempre

Espero o teu cenho reluzir a primeira estrela

Fecho a janela e apago os desejos em teu cabelo cor de fogo

Rezo, faço figa pro meu orixá

Canto coro de tambor em samba de roda

 

To vivo por fora como quem espera o amém

To morta por dentro como quem perde o aquém

Se for na praia eu não mordo, mas também não choro...

 

                                                                       (João Simas)

Escrito por João Simas às 00h47
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13/09/2005


Antenas brasileira ( ou do aniversario dos casarões)

Ó azulejo, te beijo

Ó azuleja inútil língua que peleja...

                                                 João Simas

Escrito por João Simas às 12h51
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É que no meu relógio de brinquedo as horas são sempre um soneto...

                                                                                            João Simas

Escrito por João Simas às 12h47
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Eu queria ser um poeta do Séc. XIX

Só pra contrariar a novela das oito e ser o poema das nove...

                                                                                                        João Simas

Escrito por João Simas às 12h44
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