Poema numa garrafa
Ela já sabe que a chuva passou
Ela já sabe que já não faz tanto frio nem sentido
Ela já sabe que me desvendou
[decifra-me ou te devoro]
Já me sinto num abismo
A espada cravada encerra o peito que nunca chorou
Em dias de tumulto eu apenas espio
[olhar fugidio]
Ela vai me buscar na repartição de achados e perdidos
-Voltou a chover-
O coração parou ao olhar inerte os restos da nossa Esfinge em mil pedaços e um abrigo...
João Simas


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